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Prótese para amputação transtibial

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As próteses para amputação transtibial são dispositivos que substituem a tíbia e a fíbula, os ossos localizados entre a articulação do joelho e do pé, que foram previamente amputados.

Após superar os desafios psicológicos de um forte trauma, é comum aguçar a curiosidade sobre aquele novo universo em que estamos inseridos. No caso da amputação, inúmeras são as dúvidas que surgem na cabeça do amputado. “Será que todas as próteses são iguais?”, é uma das perguntas mais comuns.

É bom entender que cada nível de amputação, seja de membro superior ou inferior – como desarticulação de quadril ou joelho, transfemoral e transtibial, possui uma prótese e encaixe correspondente.

TIPOS DE PRÓTESES PARA AMPUTAÇÃO TRANSTIBIAL

Exoesqueléticas: também conhecidas como convencionais, podem ter componentes de madeira ou plástico entre o encaixe e o pé protético, podendo ser ocas ou não;

Endoesqueléticas: também conhecidas como modulares, podem ser feitas em alumínio, aço, titânio ou fibra de carbono e revestidas por espuma cosmética.

A vantagem das próteses exoesqueléticas é a durabilidade, a resistência e a pouca manutenção protésica, entretanto, o acabamento estético é menos polido e tem menos opções em relação à prótese endoesquelética.

 


CONJUNTO DE SUSTENTAÇÃO DA PRÓTESE TRANSTIBIAL

Encaixe: também conhecido como soquete, é o maior responsável por englobar o coto com a prótese, pois auxilia a controlar o movimento. Além de ser a partir dele que o processo de protetização é confeccionado, uma vez que ele é a medida exata do coto;

Corpo: por se tratar de uma prótese para parte abaixo do joelho, é o elemento que substitui a canela ou panturrilha;

Pé: é o responsável por apoiar todo o conjunto protético ao chão, substituindo naturalmente o pé do amputado;

Os dispositivos responsáveis pela ligação destes componentes, são conhecidos como pé-corpo ou encaixe-corpo – este último auxilia diretamente no alinhamento protético. Atualmente há alguns métodos para medir o tamanho do coto: a laser, imagens digitais ou através de um molde de gesso, sendo este o mais convencional.

prótese-transtibial

TIPOS DE ENCAIXE DE PRÓTESE PARA AMPUTAÇÃO TRANSTIBIAL

Os tipos de encaixe transtibial existentes no mercado são KBM, PTB, PTS com ou sem coxal. Essas siglas são termos técnicos internacionais, referentes aos músculos e tendões que servem de sustentação da prótese e são de acordo com o nível de amputação de cada pessoa.

Quem costuma fazer essa definição é o profissional qualificado pela readaptação logo no início do tratamento fisioterápico.

Um outro elemento muito comum que compõe as próteses é o liner, um revestimento localizado entre o encaixe e o coto, que ameniza o atrito da pele com a prótese, evitando possíveis inflamações no coto. Pode ser feito em silicone ou à vácuo, já que ambos oferecem conforto para o amputado na medida do possível, respeitando as limitações de cada um.

Por isso é tão importante manter um coto saudável, e acima de tudo, uma mente sã também. A importância da fisioterapia e da psicoterapia pós amputação, logo no início da reabilitação, são fatores cruciais para uma reabilitação 100% efetiva.

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