O mercado de trabalho oferece a interação com outras pessoas, a possibilidade de fazer amigos e de pertencer à um grupo social. E, neste aspecto, o convívio com as diferenças é extremamente enriquecedor. Não podemos nos esquecer que muitos amputados já enfrentaram desafios inimagináveis, o que ajuda a enriquecer o ambiente profissional com visões e experiências diversificadas.

Além de ser indiscutível a importância das contratações de amputados para a economia do país. A inclusão de deficientes no mercado de trabalho oferece a oportunidade de se reabilitar social, financeira e psicologicamente também.

Um novo grupo de consumidores, que até então estava excluído da economia, é configurado. Seja de membros superiores ou com nível de amputação transtibial, transfemoral ou desarticulação de quadril ou desarticulação de joelho, através do salário ou do FGTS para compra de próteses ortopédicas após o fim do contrato trabalhista, a protetização deixa de ser um sonho e começa a ser algo real. Com a renda, os amputados passam a circular mais.

Nesta perspectiva, a inclusão de deficientes no mercado de trabalho cria oportunidades para os negócios prosperarem. Por exemplo, boa parte dos funcionários da Conforpés são ex-pacientes da instituição. O fundador da empresa, Nelson Nolé, entende que para os amputados conseguirem emprego é extremamente difícil, por isso, além da comercialização das próteses ortopédicas e da doação de 30% de todo seu lucro, também prefere empregar pessoas que já passaram por grandes desafios e superaram as adversidades.

O AMPARO LEGAL

A inclusão de deficientes no mercado de trabalho no Brasil é amparada pela Lei de Cotas, que obriga as empresas com 100 ou mais empregadas, a reservarem vagas para pessoas com deficiência, em proporções que variam de acordo com o número de empregados.

Apesar desta lei vigorar há mais de 20 anos, há muita resistência por parte dos empregadores, que ainda enxergam amputados e deficientes como desqualificados, nos levando a crer que essa exclusão ocorre devido ao preconceito cultural predominante em nosso país.

“Esperam muito mais de nós. A impressão que temos é que sempre precisamos fazer mais para nos manter ativos no cargo”, afirma Marcela Mantovanni, paciente da Conforpés.

É por isso que o processo de inclusão de deficientes no mercado de trabalho deve ser abraçado por todos os funcionários de uma empresa e, em nível nacional, por todos os cidadãos brasileiros. Juntos, podemos construir um Brasil com menos preconceito e intolerância.

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