Rampas de acesso, barras de apoio e portas largas. Qual desses tipos de acessibilidade você mais sente falta no seu dia a dia? Além da ausência do acesso correto para deficientes e preconceito alheio, outra barreira a ser superada é o desconhecimento das pessoas em geral, que muitas vezes não sabem nem a maneira correta de se comunicar com um amputado ou cadeirante, por exemplo.

E o problema vai além quando paramos para analisar a situação das ruas e comércios das cidades.

Que atire a primeira pedra quem nunca se deparou com um buraco no meio da calçada e precisou fazer um desvio, ou pior ainda, necessitou utilizar um banheiro que não era adaptado.

Os amputados, depois de superarem os desafios psicológicos pós amputação, frequentarem as fisioterapias afim de diminuir o tempo pós protetização e estar em dia com a manutenção das próteses ortopédicas para obter uma ótima qualidade de vida, também precisam conviver diariamente com a falta de acessibilidade.

A Lei Nº 10.098/2000 estabelece as normas e os critérios responsáveis por garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e amputados.

Mas sabemos que mesmo com o amparo da lei, ainda há muita negligência em relação a este assunto. Por isso, é de extrema importância conhecer os tipos de acessibilidade, uma vez que o direito de ir e vir é de todos, independente de ter algum nível de amputação ou não.

TIPOS DE ACESSIBILIDADE

  • RAMPAS DE ACESSO:

rampa-de-acesso

– largura mínima de 1,20m e inclinação máxima de 8,33% do caimento;

– barras laterais duplas em cada lado

– guias de balizamento e guarda copos com altura mínima de 0,05m

– piso nivelado

 

  • CALÇADAS REBAIXADAS:

calcadas-rebaixadas

– o rebaixamento deve estar junto ao acesso principal da travesseia de pedestres em plataformas ou rampas;

– o rebaixamento das calçadas deve ter largura mínima de 1,20m.

 

  • BANHEIROS ADAPTADOS:

banheiros-adaptados

– porta com largura mínima de 90cm para a passagem de cadeira de rodas e muletas;

– barra fixa para apoio nas portas;

– piso nivelado;

– barras de apoio próximas ao vaso, pia e box;

– altura do lavabo deve ser de 0,80m do chão, respeitando os 0,70m livre para encaixe da cadeira de rodas;

– maçaneta do tipo alavanca;

– torneiras de pressão.

 

  • INSTALAÇÃO DE BARRAS DE METAIS:

– devem ter entre 30 à 45mm de diâmetro

– suportar até 150kg

– a distância entre as barras de apoio e a parede é de até 40mm.

 

  • ELEVADORES:

elevadores

– devem apresentar o Símbolo Internacional de Acesso fixados em local visível, de preferência nas portas. Abertura de acesso de no mínimo 0,80m e botões posicionados até 1,20m do chão.

Esses são alguns exemplos de acessibilidade que muitos cadeirantes ou amputados, principalmente de membro inferiores, tem direito. As adaptações para quem perdeu algum membro superior infelizmente ainda são escassas, especialmente se considerarmos que, segundo o Ministério da Saúde 85% dos amputados brasileiros usam próteses de membros inferiores, seja de nível transtibial, transfemoral, desarticulação de quadril ou joelho.  

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